março 19, 2017

Trilho Vilarinho das Furnas - Germil

PNPG. Serra amarela.
Trilho organizado pela associação Péd'rios, em Germil, Ponte da Barca.
Uma antiga escola primária transformada em abrigo de montanha (capacidade para 10 pessoas) serve de sede da associação, um espaço muito atractivo e convidativo...a passar umas noites!



Frases e palavras de incentivo não faltam!



O briefing do guia Carlos Moreira...


Da GR 34, estava previsto percorrer cerca de 12 kms entre a barragem de Vilarinho das Furnas e a aldeia de Germil.



Conforme anunciado, o início da caminhada foi "puxadinho"; um desnível de 500/550 metros em pouco mais de 2/3 kms.


Mas a paisagem compensava o esforço...



Recuperar o fôlego de vez em quando...


O almoço volante com vista fantástica sobre a albufeira.
A temperatura, acima dos 20 graus, era compensada com uma brisa refrescante...


Recomeçar a seguir ao almoço custa sempre um pouco, valeu não ser logo a subir...




Os planaltos oferecem sempre um campo de visão diferente...


Conseguiremos passar !? :-)


Passem lá então! E pouco barulho!


Os garranos marcam sempre presença por estas bandas.


Depois de uma pequena aldeia, um caminho (romano!?) muito bonito de calcorrear.




A última descida foi um pouco penosa, pois a vegetação rasteira era essencialmente constituída por arbustos com picos, o que magoava as pernas. Uma espécie de "esfoliante natural" :-)
Até deu para esquecer algumas dores musculares!

Um belo trilho sem dúvida!
Até à próxima!

Trilho Abadim - Torrinheiras (Serra da Cabreira)

Trilho treino já com um mês.
Objectivo: Seguir a levada da víbora desde a aldeia de Abadim, em Cabeceiras de Basto, até à nascente,...ou o mais próximo possível.


A levada, em bom estado, conta com cerca de cinco kms, um ascendente prolongado para caminhantes...


Tempo foi melhorando até à hora de almoço...


A levada passa por baixo de um aeródromo,...criado com o objectivo de servir no combate aos incêndios florestais.


A montante, a bela albufeira do Oural. Espaço com área de lazer e parque de merendas.



A paisagem muda a montante da barragem. Entramos num bosque de carvalhos e bétulas; nesta altura do ano ainda muitos despidos.


E nos moinhos de Rei, isto porque foram mandados construir por D Dinis, fomentor da indústria da moagem.




Já em campo aberto, as pastagens de onde se ouviam os chocalhos...



Local de almoço, após um banho de chuva fria.


O regresso foi feito seguindo o trilho em direção à aldeia de Porto d'Olho..



Brindados, a meio caminho, com um belo arco-íris que se fechou por completo.



Ir e vir, 24 Kms! Bom treino!
Até à próxima!

fevereiro 04, 2017

De Gimonde à Sanábria

Fomos à procura do frio! E conseguimo-lo por terras nordestinas!
Chegar a Bragança agora é um "tirinho". Desde o Porto, pouco mais de hora e meia de carro, muito graças ao recente túnel do Marão.
Tão rápido que de manhã, ainda houve tempo para visitar o centro de ciência viva da cidade com os "nossos" três adolescentes.
Após o almoço - lombinhos de porco bísaro com puré de castanha e maçã -, subida até ao castelo altaneiro que preenche o horizonte da cidade.


Mas o "poiso" escolhido para pernoitar foi a aldeia de Gimonde, 8 kms a este da capital de distrito, onde o rio Onor desagua no Sabor.
Na foto, o vale do Onor com as suas pontes...


A casa da Mestra é um típico turismo de habitação, onde a hospitalidade e simplicidade marcam presença.
Em noite gelada, nada como uma fogueira, ao serão, para aquecer a alma,...numa sala à disposição dos hóspedes.


A decoração do restaurante...para o jantar...para o pequeno-almoço...para tudo.
É tudo no mesmo sítio, com os mesmo cheiros e "ingredientes" (presunto e queijo curado logo pela manhã!).


No Domingo de manhã, e após "descongelar" o carro que marcava -4,5º, rumo a Rio de Onor!
Que nos recebeu de rio gelado! Água a correr!? Só nas quedas mesmo!
Ainda houve pessoas (aqui o "je") a pousar um pé sobre o rio gelado, mas a coragem não foi mais longe; isto apesar dos incentivos de um aldeão presente! :-)
Esta aldeia tem a particularidade de ser meia portuguesa, meia espanhola, pois é atravessada pela fronteira internacional entre os dois países!


Seguindo sempre para norte com destino a Puebla da Sanábria, já do lado espanhol, com as suas casas de telhado de xisto.
A vista desde a fortaleza, no centro histórico.




Um "pueblo" bem conservado e limpo...


O último objectivo do fim-de-semana: O lago glaciar da Sanábria.
Já lá estive por várias vezes, mas continua a captar a minha atenção sempre que lá vou!
Pelo silêncio, pela serenidade, pela inhospitalidade que o rodeia...
Com as abertas, é contemplar os reflexos das nuvens nas águas tranquilas do lago...


Um pouco da história do lago que passa por uma lenda e uma noite trágica de temporal que terá dizimado uma aldeia.


Na estrada a caminho de Rio de Onor avistámos uns veados selvagens!,..coisa que nunca me tinha acontecido antes por esses montes fora. Era vê-los a saltar no meio da vegetação rasteira!
"Me encanta"!

Até à próxima!